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	<title>Eu queria escrever um livro</title>
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	<description>&#34;A gente só está querendo desabrochar de um modo ou de outro...”</description>
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		<title>Eu queria escrever um livro</title>
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		<title>Felicidade clandestina</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 17:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=258&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre><span class="Apple-style-span" style="font-family:Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;font-size:13px;line-height:19px;white-space:normal;">Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.</span></pre>
<p style="text-align:justify;">
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como &#8220;data natalícia&#8221; e &#8220;saudade&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.</p>
<p style="text-align:justify;">
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.</p>
<p style="text-align:justify;">
Era um livro grosso, meu Deus, <strong>era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o</strong>. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.</p>
<p style="text-align:justify;">
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.</p>
<p style="text-align:justify;">
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, <strong>o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas</strong> como sempre e não caí nenhuma vez.</p>
<p style="text-align:justify;">
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do &#8220;dia seguinte&#8221; com ela ia se repetir com meu coração batendo.</p>
<p style="text-align:justify;">
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. <strong>Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.</p>
<p style="text-align:justify;">
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!</p>
<p style="text-align:justify;">
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: &#8220;E você fica com o livro por quanto tempo quiser.&#8221; Entendem? Valia mais do que me dar o livro: &#8220;pelo tempo que eu quisesse&#8221; é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.</p>
<p style="text-align:justify;">
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.</p>
<p style="text-align:justify;">
Chegando em casa, não comecei a ler. <strong>Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter.</strong> Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. <strong>A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia.</strong> Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.</p>
<p style="text-align:justify;">
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.</p>
<p style="text-align:justify;">
<h6 style="text-align:right;">Clarice Lispector In Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998</h6>
<pre>
</pre>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/258/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=258&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bricolage</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2011 12:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os livros com nossos nomes. A música que você aprendeu na aula e toca para mim. As palavras em hebraico. Os telefonemas no meio do dia. Os sustos atrás da porta. O meu bolo de limão. Os concertos da sinfônica. A praia que nunca fomos. Os beijos roubados. O profiteroles do Balangandã. O crepe do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=249&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2011/03/1289911_97153125.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-251" title="1289911_97153125" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2011/03/1289911_97153125.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a>Os livros com nossos nomes. A música que você aprendeu na aula e toca para mim. As palavras em hebraico. Os telefonemas no meio do dia. Os sustos atrás da porta. O meu bolo de limão. Os concertos da sinfônica. A praia que nunca fomos. Os beijos roubados. O profiteroles do Balangandã. O crepe do Sofia. Os seus óculos escuros que eu me fiz de dona. Os cartões-postais. O Pequeno Príncipe, edição francesa. Os filmes que você gravou e eu nunca assisti. A macarronada com muito, muito molho pomodoro. As conversas intermináveis no sofá. Os livros que lemos juntos. A espera pela virada da página. Meus dias de cólica. Os seus lenços bordados. As nossas viagens, as que fizemos e as que ainda iremos fazer. As nossas lágrimas. As minhas birras. As discussões sobre o dever e a necessidade. A trilha sonora do filme. As músicas de Bach. O livro que eu ainda não escrevi. O rodopio de valsa no meio da rua. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Os encontros no Dique. O seu guarda-chuva. O cochilo no sábado a tarde. A sua voz que reconheço na multidão de sons. O sorvete da Ribeira. Os passeios no Museu. A piscadinha cúmplice. A comida roubada na hora do almoço. A saudade na ausência. A expectativa da presença. A mordida na ponta do nariz. O eu-tu e o eu-isso. Os bilhetes escondidos nos livros. O Café da livraria. As ligações antes de dormir. Laila Tov. As bonecas de pano. As canetas de escrita fina. Minha mão que desliza sobre seu rosto. O álbum de fotos que ainda não temos. O filme na sala de arte. As nossas crônicas. As caminhadas pelo Corredor da Vitória. Meu caderno com folhas sem pauta. As suas gravatas. Nossas canecas de porcelana. Suas tentativas de me ensinar a tocar piano. O pôr-do-sol no Jardim dos Namorados. O aconchego do seu abraço. As surpresas sem data. As nossas lembranças. O dia primeiro. O nosso amor. A nossa vida. Tudo, tudo mesmo.  </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/249/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=249&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Inverno</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 20:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos outros...]]></category>

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		<description><![CDATA[  Fecha os olhos e esquece. Escuta a água nos vidros, tão calma&#8230; Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas [Drummond e Cummings traduzindo minha estação predileta]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=239&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/07/822387_59222866.jpg"><img class="size-medium wp-image-240 alignleft" title="822387_59222866" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/07/822387_59222866.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<blockquote>
<h3 style="text-align:right;"><span style="color:#000080;">Fecha os olhos e esquece. Escuta a água nos vidros, tão calma&#8230;</span></h3>
<h3 style="text-align:right;"><span style="color:#000080;">Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas</span></h3>
</blockquote>
<h6><em>[Drummond e Cummings traduzindo minha estação predileta]</em></h6>
<p><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/07/822387_59222866.jpg"></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/239/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=239&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Cozinheira</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 17:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos outros...]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, não estou cozinhando. Estou é às voltas com a preparação para um concurso público que irei fazer. E se há uma coisa que detesto é estudar para concursos! Para mim não existe nada mais enfadonho do que isto! Contudo, é necessário fazê-lo. E este texto me foi uma lição essa semana. A obra A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=225&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, não estou cozinhando.<br />
Estou é às voltas com a preparação para um concurso público que irei fazer. E se há uma coisa que detesto é estudar para concursos! Para mim não existe nada mais enfadonho do que isto! Contudo, é necessário fazê-lo. E este texto me foi uma lição essa semana.</p>
<p><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/07/jan-vermeer_milkmaid_f.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-226" title="jan-vermeer_milkmaid_f" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/07/jan-vermeer_milkmaid_f.jpg?w=266&#038;h=300" alt="" width="266" height="300" /></a></p>
<p>A obra A Cozinheira (Jan Vermeer &#8211; 1632-1675) realça a santidade do comum, a pureza das coisas usuais. Nos delicados tons azuis e amarelos suaves da cena, vemos uma simples criada com as mangas arregaçadas para fazer sua tarefa, despejando atentamente uma jarra de leite numa tigela. Sua face está emoldurada por uma touca e seus olhos se fixam com atenção no que está fazendo. Na mesa há objetos comuns de uma cozinha: pão fresco, uma cesta tecida, uma jarra de cerâmica e um avental azul. Talvez estivesse preparando o desjejum. A ação da mulher é calculada, quieta e reflexiva. Ela se concentra totalmente no que está fazendo. Dedica a essa tarefa completa atenção, apesar de não ser nada de extraordinário, uma coisa aparentemente simples e sem importância. Vermeer conseguiu transformar essa simples ação em um ato quase sagrado, através da expressão, beleza e serenidade que representou na cena.<br />
Ao olhar essa pintura, um verso acode à minha mente: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme tuas forças” (Eclesiastes 9:10). Essa mensagem parece aplicar-se perfeitamente ao quadro. Assim como a mulher, também enfrentamos trabalhos monótonos, aparentemente simples, a cada dia. Corrigir provas e monografias não é um trabalho atrativo: Não é como dar aulas a uma grande classe de estudantes sedentos de conhecimento; não é ser poderoso quando se está em reuniões importantes; não é emocionante como uma viagem para congressos científicos realizados em algum lugar exótico. Mas é essencial à minha profissão.<br />
Assim, quando enfrento coisas enfadonhas, aparentemente simples e maçantes, lembro-me da Cozinheira de Vermeer, e da atenção que ela dispensa ao simples ato de despejar leite na tigela. Então chego à conclusão de que a qualidade da concentração e energia que investimos em cada ação é a chave para nossa integridade pessoal. Quer tenhamos alguém nos observando ou não, devemos executar nossas atividades de todo o coração, com comprometimento, conforme nossas forças, porquanto esse é o mandamento bíblico. Pois, por esses atos, nosso verdadeiro caráter é julgado.</p>
<p><em>Penny Mahon (Ph.D., University of Reading) coordena o Departamento de Ciências Humanas e é diretora de assuntos estudantis no Newbold College, Inglaterra. </em></p>
<p><a href="http://dialogue.adventist.org/articles/17_1_mahon_p.htm">Revista Diálogo</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/225/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=225&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Feminina?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 17:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela até que se esforça, mas cumprir todos os requisitos do “ser feminina” é um martírio. A sua incompetência para exercer esse papel é notória. Ela, ao contrário de outras do seu gênero, não possui uma memória semi-fotográfica; não se lembra de coisas como o que comeu no último almoço, ou qual a roupa que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=204&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/06/746582_25814036.jpg"><img src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/06/746582_25814036.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" title="746582_25814036" width="300" height="199" class="aligncenter size-medium wp-image-209" /></a></p>
<p>Ela até que se esforça, mas cumprir todos os requisitos do “ser feminina” é um martírio. A sua incompetência para exercer esse papel é notória. Ela, ao contrário de outras do seu gênero, não possui uma memória semi-fotográfica; não se lembra de coisas como o que comeu no último almoço, ou qual a roupa que usou naquela festinha. Também não lida muito bem com a minúcia dos fatos; para ela o vestido da noiva é apenas um vestido branco, e nunca sabe quem foi que terminou o relacionamento, se foi o João ou a Maria, só sabe que eles terminaram. Quando alguém lhe pede para detalhar algo é um verdadeiro desastre, particularidades como hora, cor, tamanho, decoração, cardápio, nomes e similares para ela passam despercebidos. Na sua paleta, violeta e lilás são a mesma coisa. </p>
<p>Ela também tem a irritante tendência de não gostar do que todas as outras gostam: as rosas têm um cheiro desagradável de mato, todos os bebês nascem feios e com cara de joelho, novelas são uma chatice, comprar roupas e visitas ao shopping são as mais cruéis sessões de tortura. Ela também não é adepta a uma série de coisas: academia de ginástica, salão de beleza, creme para pele, maquiagem e salto alto estão entre as principais. Há ainda outras tantas que não entende: por que, quando perguntadas, as mulheres não respondem de chofre o que querem ou o que sentem? É alguma espécie de jogo de adivinhação que não lhe contaram? Para que serve tanta discussão da relação? O bom e velho diálogo rotineiro não existe mais? Por que existe o dia dos namorados? Por que alguém coloca silicone nos seios?</p>
<p>Mas as idiossincrasias dela não terminam aí. Ela também não tem o menor jeito para datas; esquece do aniversário de namoro – principalmente dos que só marcam os meses -, dos de amigos e parentes, e até do seu próprio. Nunca repara na roupa nova de uma amiga, do novo corte de cabelo da outra e leva três dias para perceber que o namorado tirou o cavanhaque. Detesta casamentos, desfile de moda e filme meloso. Vaidade para ela se resume ao necessário para ser higiênica. Se pudesse, não penteava os cabelos. </p>
<p>Há ainda outro problema: o tal romantismo! É complicado entrar no padrão de romantismo quando se prefere livros a flores. É que, para ela, desejar um presente com validade tão curta é um verdadeiro desperdício! Se pelo menos fosse de comer&#8230; É que ela também não sabe nada sobre calorias. Todo seu conhecimento de nutrição se restringe ao que é ou não saudável. A balança lhe é indiferente.  </p>
<p>Contudo, em uma coisa ela é igualzinha às demais&#8230;</p>
<p>Um dia seu namorado ligou e, quase no fim da conversa, ela começou a chorar ao telefone.<br />
- É que eu estou com tanta saudade de você, que me dá um aperto enorme no peito!<br />
- Ah, meu amor – ele respondeu – Eu fico realmente encantado com este seu sentimento, mas eu sei que você está na TPM e isso não é você, são só seus hormônios. Daqui há alguns dias passa.<br />
E ele riu. E ela chorou mais ainda e começou a rir também.</p>
<p>Assim como todas as outras, ela se transforma em algo absurdo quando está na TPM. Talvez seja isto que ainda lhe garanta o direito de se dizer feminina.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=204&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;A gente quer&#8230;arte&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 01:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos outros...]]></category>

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		<description><![CDATA[Um blog tem inúmeras possibilidades. O meu, além de expor meus textos, serve para dividir tudo o que gosto; desde textos de outros autores maravilhosos  até &#8211;  de vez em quando &#8211; algumas pinturas que eu acho geniais. Lembram dessa aqui? Pois bem, agora tem mais uma:    Sobre esta tela  Magritte diz: &#8220;Há aqui um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=198&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Um blog tem inúmeras possibilidades. O meu, além de expor meus textos, serve para dividir tudo o que gosto; desde textos de outros autores maravilhosos  até &#8211;  de vez em quando &#8211; algumas pinturas que eu acho geniais. Lembram dessa <a href="http://daisyrogaciano.wordpress.com/2010/01/22/cenarios-2/">aqui</a>? Pois bem, agora tem mais uma:   </p>
<div id="attachment_199" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/06/magritte-golconda.jpg"><img class="size-medium wp-image-199 " title="magritte-golconda" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/06/magritte-golconda.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">(Golconda, René Magritte - 1953)</p></div>
<p style="text-align:justify;">Sobre esta tela  Magritte diz:<br />
&#8220;Há aqui um multidão de homens, homens diferentes. Quando pensamos numa multidão, contudo, não pensamos num indivíduo: do mesmo modo, estes homens estão vestidos de igual, tão simplesmente quanto possível, para sugerirem uma multidão&#8230; Golconda foi uma rica cidade da Índia, uma maravilha. Acho uma maravilha poder caminhar pelo céu na terra. Por outro lado o chapéu-coco não constitui surpresa &#8211; é um antigo complemento, nada original. O homem de chapéu-coco é o Sr. Normal, no seu anonimato. Eu também uso um; não tenho vontade de me destacar das massas&#8221;.</p>
<h5 style="text-align:justify;">A imagem eu tirei <a href="http://blogdamariazinha.files.wordpress.com/2010/02/magritte-golconda.jpg">daqui</a>.</h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=198&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mais de Seu Quintana&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 00:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos outros...]]></category>

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		<description><![CDATA[“&#8230; o povo tem pressa porque a vida é curta, deslembrando de que, se passam rápido os anos, podem ser longos os dias, as horas, os minutos&#8230; Tudo depende de como saboreá-los, degustando-os lentamente como faz um provador de vinhos. E como um vinho, a vida não deve ser bebida de um trago; senão a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=193&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/05/1031055_95501660.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-194" title="1031055_95501660" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/05/1031055_95501660.jpg?w=300&#038;h=166" alt="" width="300" height="166" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">“&#8230; o povo tem pressa porque a vida é curta, deslembrando de que, se passam rápido os anos, podem ser longos os dias, as horas, os minutos&#8230; Tudo depende de como saboreá-los, degustando-os lentamente como faz um provador de vinhos. E como um vinho, a vida não deve ser bebida de um trago; senão a gente logo se embriaga e perde o preciso saber de cada gole&#8230;”</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mário Quintana – Da preguiça como método de trabalho</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Você estava certo, Seu Quintana, certíssimo. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/193/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=193&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ignorância</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 03:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo]]></category>

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		<description><![CDATA[“E mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças, Nem consta que tivesse biblioteca…” Fernando Pessoa O velho Salomão disse uma vez que quanto maior o conhecimento, maior o desgosto. Ela assumiu isto para si. Tinha uma falta de assunto essencial e plena consciência de ignorar um tanto de saberes. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=187&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><em>“E mais do que isto<br />
É Jesus Cristo,<br />
Que não sabia nada de finanças,<br />
Nem consta que tivesse biblioteca…”<br />
</em><strong>Fernando Pessoa</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O velho Salomão disse uma vez que quanto maior o conhecimento, maior o desgosto. Ela assumiu isto para si. Tinha uma falta de assunto essencial e plena consciência de ignorar um tanto de saberes. E como ela era feliz com isto. Quando a perguntavam sobre algo, respondia que não entendia nada sobre o assunto e sorria.</p>
<p style="text-align:justify;">Nem sempre foi assim. Antes ela tinha avidez por saber de tudo. Conhecia de política, economia, ecologia, futebol e religião. De vez em quando até se arriscava a dar palpite na trama da novela das oito. Lia jornal, fazia assinaturas de revistas e seu rádio só ficava sintonizado nas estações de notícias.</p>
<p style="text-align:justify;">Naquele passado – não tão remoto – ela não sabia o porquê de buscar tanta informação, apenas seguia a máxima: informação é poder.  Não tinha certeza para o quê, mas era poder. A lógica do mundo a envolvia nessa corrida alucinante por um eldorado do conhecimento. Ela mal percebia como era triste ignorar certas coisas. A vida era uma ordem. A vida apenas, sem mistificação</p>
<p style="text-align:justify;">Mas chegou o tempo em que ela se deu conta de que não precisava conhecer sobre tudo. De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. O não sentido das coisas fazia com que tivesse um sorriso de complacência.</p>
<p style="text-align:justify;">Como era bom ter a atenção voltada para outros cenários. Observar o que não era notícia nos jornais ou que não fazia parte das discussões acadêmicas. O mundo era grande, e ela nem sabia que seu coração não era maior do que ele. Descobria que não havia visto, escutado ou sentido coisa alguma sobre este mundo e que ele estava crescendo todos os dias. Precisava recuperar o tempo perdido.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, tinha uma falta de assunto essencial e plena consciência de ignorar um tanto de saberes. E como ela era feliz com isto. Quando a perguntavam sobre algo, respondia que não entendia nada sobre o assunto e sorria.</p>
<p style="text-align:justify;">Ela era inteligente – impossível negar -, mas fazia questão de não entender. E era bom. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez. Para ela, aquilo era uma bênção estranha, como a de ter loucura sem ser doida.</p>
<p style="text-align:justify;">Cada manhã ela sorria, contente por não ser escrava da obrigação de saber. Aproveitava cada instante de paz trazido pela dádiva da ignorância. Se Salomão – o homem mais sábio da história bíblica &#8211; fez uma afirmação, não havia como refutar. Sendo assim, escolheu então viver sem conhecer e feliz.    </p>
<h4 style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">[Este texto está repleto de citações diretas a alguns dos meus autores prediletos. Será que alguém descobre? Não vale a de Pessoa! Vamos, quem topa a brincadeira?]</span></h4>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/187/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=187&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Palavras e Palavrões</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 13:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos outros...]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você recorrer a um dicionário a fim de catar palavras difíceis para um discurso de paraninfo ou outras barbaridades, quando chegar sua hora, cairá de chofre no inferno e os demônios o xingarão com palavrões que por enquanto ainda não existem na face da terra. Mário Quintana – Da preguiça como método de trabalho. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=181&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/05/892244_73309203.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-182" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/05/892244_73309203.jpg?w=240&#038;h=180" alt="" width="240" height="180" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Se você recorrer a um dicionário a fim de catar palavras difíceis para um discurso de paraninfo ou outras barbaridades, quando chegar sua hora, cairá de chofre no inferno e os demônios o xingarão com palavrões que por enquanto ainda não existem na face da terra.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mário Quintana – Da preguiça como método de trabalho.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Quintana. Eu simplesmente adoro!</span></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=181&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esquecimentos</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 03:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daisy Rogaciano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda o sol não havia nascido quando o despertador tocou, mostrando que já era hora de acordar. Ela esticou o braço para desligar o celular – o que seria dos seres humanos senão fosse a multifuncionalidade da tecnologia -, mas não o encontrou no criado-mudo, onde deveria estar. Também não estava pelo chão, nem enrolado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=176&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/05/659706_62399351.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-177" title="659706_62399351" src="http://daisyrogaciano.files.wordpress.com/2010/05/659706_62399351.jpg?w=240&#038;h=300" alt="" width="240" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ainda o sol não havia nascido quando o despertador tocou, mostrando que já era hora de acordar. Ela esticou o braço para desligar o celular – o que seria dos seres humanos senão fosse a multifuncionalidade da tecnologia -, mas não o encontrou no criado-mudo, onde deveria estar. Também não estava pelo chão, nem enrolado nos lençóis, nem no outro lado da cama. Já totalmente desperta, levanta-se para procurar sob a cama, quando notou que o barulho irritante do despertador vinha de debaixo do travesseiro. Ela havia esquecido de que tinha colocado o aparelho ali na noite anterior, parte de seu novíssimo plano para acordar mais cedo e mais rápido e sair antes dos congestionamentos, evitando assim atrasos no trabalho.<br />
Vai correndo para o banho e esquece de que tinha de lavar o cabelo. Como não poderia sair parecendo uma mulher das cavernas, volta para o chuveiro a fim de deixar as madeixas limpas. Finalmente lavada, arrumada e, minimamente, civilizada, dirige-se para cozinha e descobre uma geladeira vazia; esqueceu-se de ir ao mercado no dia anterior. O jeito era tomar café da manhã na delicatessen, no caminho para o trabalho. <br />
Abre a garagem, dá bom dia ao vizinho, não encontra a chave do carro na bolsa e volta para procurá-la. Ela está sob a mesa da sala, junto com a agenda, que também ficara esquecida. Estranhamente as avenidas não estavam congestionadas, estava tudo muito livre. Ela não tinha acordado tão cedo quanto pretendia, mas parecia ter sido o suficiente para evitar o trânsito caótico. O estômago roncando a fez lembrar que havia esquecido da passadinha na delicatessen, agora a única solução seria contar com alguma alma caridosa no escritório que tivesse uma barra de cereal disponível para doação. <br />
Olha o horizonte, no céu acinzentado nuvens carregadas anunciam forte chuva. Esta visão traz a sua mente a lembrança da roupa esquecida no varal. Droga! Teria que colocar tudo para lavar de novo. Por que ela sempre tinha de esquecer tudo? Se não fosse esse esquecimento crônico, o seu início de manhã não teria sido tão conturbado! Que confusão para conseguir sair de casa! Essa história de não ter memória, só uma vaga lembrança, já estava passando dos limites! O que fazer?<br />
Perdidas nesses pensamentos, ela chega ao escritório e, sem explicação alguma, encontra os portões da garagem ainda fechados. Buzina mil vezes até que o porteiro aparece. Meio confuso ele explica que é feriado, estava tudo fechado.<br />
- Mas se a senhora precisar de algo, eu posso abrir para a senhora.<br />
Ela agradece, mas dispensa a gentileza do porteiro. Praguejando, dá meia-volta e toma a direção de casa; até que começa a rir. Ela ri tanto que tem de parar o carro.  Feriado! Como alguma pessoa poderia esquecer um feriado no meio da semana?! Se ela contasse isto, ninguém acreditaria. Tranquilamente retoma seu caminho, não sem antes passar na delicatessen e tomar um belo café da manhã.   <br />
Chega em casa largando bolsa, agenda, chaves, sapatos e roupas pelos cantos. Aquele feriado esquecido mais se parecia com um presente surpresa dado em uma ocasião inesperada; seria um dia só dela. Vestiu o pijama, desligou o celular e deitou-se na cama ainda desfeita. A chuva forte começava a cair lá fora. Enrolou-se em seu edredom. A roupa continuava esquecida no varal, agora completamente encharcada.         </p>
<p style="text-align:justify;">[Inspirado em minha amiga Luana Barbosa. Qualquer coincidência é mera semelhança.]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daisyrogaciano.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daisyrogaciano.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daisyrogaciano.wordpress.com&amp;blog=7492670&amp;post=176&amp;subd=daisyrogaciano&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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